Tenho uma seguinte situação, válida, que gostaria de compartilhar com
vocês. Deve-se a umas perguntas dentro do fórum em que auxilio em meu curso de teologia.
As perguntas foram feitas por uma aluna aplicada, o que originou uma pergunta
inteligente. O tema no fórum focou uma situação onde a pessoa como jornalista teria que cobrir uma matéria dentro de um evento espírita. Segue:
"Fiquei me questionando sobre este assunto tão polemico.
Ao irmos a um casamento católico, acho que 90% dos crentes já foram,
estamos concordando, participando e consentindo que duas pessoas caminhem para
o inferno?
Pois falamos Amem e até aplaudimos no final. Após esta cerimônia
observamos várias pessoas se embriagaram ao som de músicas mundanas.
Ou seja:
Devemos dizer não ao sermos convidados para um casamento católico de
nossos parentes ou amigos?
Devemos dizer não ao sermos convidados para padrinhos do nosso melhor
amigo ou parentes?”
Resposta William:
Querida Aluna “X”,
Sua pergunta é muito pertinente ao momento e acredito expressar a dúvida
de outros cristãos também.
É importante ver que estamos focando a doutrina de Autoridade Cristã
tendo a Palavra de Deus como autoridade
suprema e inerrante em meio a um sistema e governos do mundo. Por meio dela
(esta doutrina), aprendemos sobre autoridade e submissão.
Sua pergunta origina-se do fato de aceitar fazer um trabalho para um
suposto jornal dentro de um ambiente de culto a demônios e rituais aos mesmos,
apenas como telespectadora com foco nas informações oriundas desta “cultura”.
Imagino que se tratando, do ambiente e práticas contrárias existentes nesta
religião e na religião católica, você se faz a mesma pergunta para outra
situação.
Deixe-me colocar apenas dois pontos antes de minha resposta:
1 – O principio do evangelismo é a pregação da Verdade:
Veja em Gn 1 vemos que em meio ao caos instalado no mundo sem forma e
vazio a primeira coisa que Deus fez foi enviar ou criar luz. Muito tempo depois
(Genesis a Malaquias), após 400 anos de
silêncio de Deus (período intertestamnetário),
em meio a plenitude dos tempos (Gl 4:4), novamente, o Pai envia Luz:
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece
nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 14-5).
Logo, veja, não precisamos
estar em um ambiente de trevas, para estudar a melhor maneira de pregar o
evangelho, pois sendo o evangelho de Deus poder para a salvação (Rm 1:16) e
Verdade para libertação (Jo 8:32,36) tudo o que está oculto nas trevas e no
coração do homem se manifestará a você pelo próprio Deus:
“Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual
também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos
corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1 Coríntios 4:5)
por que “... não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as
coisas estão nuas e patentes aos olhos
daquele com quem temos de tratar" (Hebreus 4:13). E, se, o Senhor
a usar, lembre-se: “Mas, se todos profetizarem, e algum indouto
ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Portanto, os
segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu
rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”
(1 Co 14:24-25).
É licito, e é devido que entendamos sobre seitas e heresias, através
de estudos, de pessoas que o Senhor as libertou deste cárcere, mas não, pisando
em campo inimigo sem uma direção clara de Deus, apoiada por sua liderança e
acompanhada por um líder especifico.
2 – O objetivo do evangelismo é
ganhar almas:
Nos evangelhos vemos Jesus com a seguinte declaração:
“Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e
dizeis: Tem demônio; Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí
um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a
sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lc 7:33-35), por que
“O
fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.”
(Pv11:30)
E, através do exemplo de Paulo:
“Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar
ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os
que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que
estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não
estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os
que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos.
Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu
faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele” (1
Co 9:19-23).
Logo, na declaração e testemunho de Jesus nos mostra que ele não
estava no ambiente apenas para estar com as pessoas, mas para transformar
vidas, e inclusive, influenciar no ambiente. Paulo, não apenas se fazia de
judeu, ou servo, ou “debaixo” da lei, ou fraco apenas para ganhar almas, mas
conseguia influenciar os ambientes onde eles estavam. E suas ações eram
medidas por causa do Evangelho.
Por quê?
Por que as pessoas aos convidarem para alguma coisa, sabiam o que eles
criam e não criam, faziam ou não faziam, participavam ou não participavam.
Quando esta verdade, ou convicção ou clareza houver na pessoa que não lhe
convida para estar num ambiente que você discorda por vários fatores é por que
ela sabe quem você é e no que você crê.
Nesse caso é bem possível que ela a deixe de fora de alguns eventos, por
respeitar você. Ou poderá lhe convidar para você compartilhar do que você crê. Mas isso tem que ser bem pontual.
O que fez com que escribas, fariseus e cobradores de impostos convidassem a Jesus a sentar-se em suas mesas
para comerem juntos em sua casa, foi justamente a autoridade e diferença que
Ele trazia para as vidas e ambiente. Será que na maioria das vezes somos
convidados também por isso?
Minha resposta:
Nunca aceite convites que
possam por em “cheque” seu testemunho e que não a possibilite de pregar e
refletir o evangelho, a exemplo de Jesus e Paulo, onde você estiver.

Nenhum comentário:
Postar um comentário