segunda-feira, 11 de junho de 2012

EVANGELISTA OU SÓ CONVIDADO



Tenho uma seguinte situação, válida, que gostaria de compartilhar com vocês. Deve-se a umas perguntas dentro do fórum em que auxilio em meu curso de teologia. As perguntas foram feitas por uma aluna aplicada, o que originou uma pergunta inteligente. O tema no fórum focou uma situação onde a pessoa como jornalista teria que cobrir uma matéria dentro de um evento espírita. Segue:
"Fiquei me questionando sobre este assunto tão polemico.
Ao irmos a um casamento católico, acho que 90% dos crentes já foram, estamos concordando, participando e consentindo que duas pessoas caminhem para o inferno? 
Pois falamos Amem e até aplaudimos no final. Após esta cerimônia observamos várias pessoas se embriagaram ao som de músicas mundanas.
Ou seja:
Devemos dizer não ao sermos convidados para um casamento católico de nossos parentes ou amigos?
Devemos dizer não ao sermos convidados para padrinhos do nosso melhor amigo ou parentes?”

 Resposta William:

Querida Aluna “X”,

Sua pergunta é muito pertinente ao momento e acredito expressar a dúvida de outros cristãos também.
É importante ver que estamos focando a doutrina de Autoridade Cristã tendo a Palavra de Deus como  autoridade suprema e inerrante em meio a um sistema e governos do mundo. Por meio dela (esta doutrina), aprendemos sobre autoridade e submissão.
Sua pergunta origina-se do fato de aceitar fazer um trabalho para um suposto jornal dentro de um ambiente de culto a demônios e rituais aos mesmos, apenas como telespectadora com foco nas informações oriundas desta “cultura”. Imagino que se tratando, do ambiente e práticas contrárias existentes nesta religião e na religião católica, você se faz a mesma pergunta para outra situação.
Deixe-me colocar apenas dois pontos antes de minha resposta:
1 – O principio do evangelismo é a pregação da Verdade:
Veja em Gn 1 vemos que em meio ao caos instalado no mundo sem forma e vazio a primeira coisa que Deus fez foi enviar ou criar luz. Muito tempo depois (Genesis a Malaquias),  após 400 anos de silêncio de Deus (período intertestamnetário),  em meio a plenitude dos tempos (Gl 4:4), novamente, o Pai envia Luz:
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 14-5).
 Logo, veja, não precisamos estar em um ambiente de trevas, para estudar a melhor maneira de pregar o evangelho, pois sendo o evangelho de Deus poder para a salvação (Rm 1:16) e Verdade para libertação (Jo 8:32,36) tudo o que está oculto nas trevas e no coração do homem se manifestará a você pelo próprio Deus:
Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1 Coríntios 4:5) por que “... não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e  patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar" (Hebreus 4:13). E, se, o Senhor a usar, lembre-se: “Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós” (1 Co 14:24-25).
É licito, e é devido que entendamos sobre seitas e heresias, através de estudos, de pessoas que o Senhor as libertou deste cárcere, mas não, pisando em campo inimigo sem uma direção clara de Deus, apoiada por sua liderança e acompanhada por um líder especifico.
 2 – O objetivo do evangelismo é ganhar almas:
Nos evangelhos vemos Jesus com a seguinte declaração:
Porque veio João o Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio; Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (Lc 7:33-35), por que “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” (Pv11:30)
E, através do exemplo de Paulo:
Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele” (1 Co 9:19-23).
Logo, na declaração e testemunho de Jesus nos mostra que ele não estava no ambiente apenas para estar com as pessoas, mas para transformar vidas, e inclusive, influenciar no ambiente. Paulo, não apenas se fazia de judeu, ou servo, ou “debaixo” da lei, ou fraco apenas para ganhar almas, mas conseguia influenciar os ambientes onde eles estavam. E suas ações eram medidas por causa do Evangelho.
Por quê? 
Por que as pessoas aos convidarem para alguma coisa, sabiam o que eles criam e não criam, faziam ou não faziam, participavam ou não participavam.
Quando esta verdade, ou convicção ou clareza houver na pessoa que não lhe convida para estar num ambiente que você discorda por vários fatores é por que ela sabe  quem você é e no que você crê. Nesse caso é bem possível que ela a deixe de fora de alguns eventos, por respeitar você. Ou poderá lhe convidar para você compartilhar do que você crê. Mas isso tem que ser bem pontual.
O que fez com que escribas, fariseus e cobradores de impostos  convidassem a Jesus a sentar-se em suas mesas para comerem juntos em sua casa, foi justamente a autoridade e diferença que Ele trazia para as vidas e ambiente. Será que na maioria das vezes somos convidados também por isso?
 Minha resposta:
 Nunca aceite convites que possam por em “cheque” seu testemunho e que não a possibilite de pregar e refletir o evangelho, a exemplo de Jesus e Paulo, onde você estiver.

Nenhum comentário: