“E, vendo a mulher que aquela árvore era boa
para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento,
tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”
(Gn 3:6).
Veja que interessante, as Escrituras nos afirma que
Deus na viração (Gn 3:8) do dia sempre se apresentava a Adão e Eva. Diante das
responsabilidades já delegadas ao homem como cuidar do jardim, dar nomes aos
animais, imagino o seguinte dialogo entre o Pai e o homem no final de cada dia:
Deus: Oi Adão
como foi o seu dia?
Adão: Tem
sido muito bom Deus, aliás, tudo é bom aqui. No entanto, estou pensando no nome
para os animais ainda.
Deus: Que bom
Adão, e em que posso cooperar com sua tarefa?
Adão: Senhor
tenho reparado naquele animal grande, cinza, de grandes orelhas e um nariz
cumprido. Há um bem menor que ele com pelo que o chamei de tamanduá.
Deus: Sim
Adão, tamanduá é uma boa escolha. Mas em que poderia ajuda-lo com o grande
animal cinza de nariz grande?
Adão: Ah
Senhor, não sei se o chamo de mangueira ou de elefante.
Deus: Ele
ri... querido Adão, acho que tem mais cara de elefante, o que acha?
Adão: Sim
Deus, também acho! Então o chamarei de elefante.
Deus: Ele
sorri... Sim Adão, elefante é uma boa escolha.
Assim, imagino, era a cada dia. Um dialogo onde se fazia presente o compromisso
do homem delegado por Deus e a presença de Deus para dirigir ao homem, dando a
ele entendimento. Entendimento este que Adão o ensinava a Eva. Acredito, a partir
da tentação da serpente, que Deus nunca precisou ensinar a Adão sobre o que era
errado, pois tudo o que fosse contrário à Verdade de Deus, estava errado.
Mas satanás em sua astucia ofereceu a Eva e Adão, outro recurso de conhecimento
e entendimento que mais tarde eles saberiam que tal fonte, fruto ou
entendimento os afastaria de Deus, do jardim e do equilíbrio harmonioso da
criação. Eles descobriram que tal entendimento os matou!
As Escrituras afirmam: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do
alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”
(Tiago 1:17). Deus não muda. O tempo não o muda. A eternidade não o muda. As
circunstâncias da humanidade não o muda, “Por isso, querendo Deus mostrar
mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa,
se interpôs com juramento” (Hebreus 6:17). Ele se interpôs para dizer
que Ele não muda!
O estilo de ensino do Pai das luzes não mudou! O Senhor continua ensinando aos
seus filhos através da Verdade: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a
verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim... Aprendei de mim, que sou
manso e humilde coração... Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos
fiz, façais vós também. Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho
que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos... e eis que eu estou convosco
todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Jo 14:6/ Mt 11:29/
Jo 13:15/ Sl 32:8/ Mt 28:20).
Mas Eva e Adão, optaram pelo entendimento, pela fonte e fruto proibido que
satanás lhes ofereceu. Escolheram a morte à vida. Escolheram sabedoria humana à
divina (Tg 3:13-18). Escolheram uma vida sem o Criador.
Escolheram sair do jardim ao permanecer na presença
Deus. Seus dias já não eram mais os mesmos. Na viração de cada dia não mais
Deus e sua presença dando entendimento. As trevas da noite eram apenas uma
realidade de seus próprios corações vazios e distantes do Criador. Deus criou o
dia para fazer separação da noite e eles "preferiram" as trevas para
estar separados de Deus. Que terrível engodo!
Tudo por que, desejaram ter entendimento através da
desobediência a Deus. Buscaram entendimento a partir das sugestões de satanás.
Trocaram o conselho do Rei pelo conselho de um usurpador (Is 14:13-15).
Deixaram o conselho do Pai da Verdade pelo pai da mentira (Jo 8:44). Fecharam
os ouvidos para Aquele que deu vida em abundância para aceitar o engano de um
roubador, matador e destruidor (Jo 10:10). Deixaram os braços do Amor (1Jo
4:16) para caírem nas garras do passarinheiro (Sl 91:3/ Pv 6:5).
E hoje, eu e você querido irmão, de onde estamos
buscando entendimento? Talvez da experiência de uma vida sem Jesus,
descaracterizada pelo pecado cheio de práticas que Deus considera imundas? Ou
talvez, estejamos baseando nossos passos e conselhos a partir de experiências
sem a menor base bíblica? Ou talvez estejamos buscando entendimentos de pessoas
que mal conhecemos, e sem o menor censo de Beréia (At 17:11) acatamos tudo o
que ouvimos?
Amado irmão a melhor maneira de se saber de onde
estamos buscando mais entendimento é medido pelo tempo gasto com aquilo. Faça a
seguinte analise: se em um dia de 24 horas, você só lembra-se de ler a Palavra
de Deus quando já está quase dormindo, então ela não é sua fonte de
entendimento. Se nesse mesmo dia, você só gasta cinco minutos de oração, então
ouvir a voz de Deus não é sua preocupação.
Na viração do dia é a televisão ou a intimidade com
Deus que está mais presente em nossas vidas?
As Escrituras nos mostram que Deus se preocupava
tanto com isso, que não permitia que se passasse um dia sem antes estar um
tempo com Adão, mesmo estando este em um ambiente de provisão perfeita e
debaixo de uma declaração profética “... vio Deus que era bom” (Gn 1 e 2).
Se o Pai tinha essa preocupação e mesmo assim Adão
e Eva optaram por um entendimento a partir da desobediência e incredulidade,
você acredita que nos dias atuais eu e você estamos livres desta sedução
maligna num mundo que jaz no maligno (1Jo 5:19)?
Cuidemos para que não compremos as lentes de
contato de satanás ao invés do colírio de Deus:
“Nos quais o deus deste século cegou os
entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4)
“Aconselho-te que de mim compres ouro provado
no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não
apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio,
para que vejas” (Apocalipse 3:18)

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