Devido
a muitas experiências já vividas, informações das mais diversas lugares e
formações de boas e más fontes, muitos de nós, onde eu me incluo, já deixamos
de exigir ou buscar o perfeito por que achávamos ou achamos que isso não existe
ou está errado. Se somos seres que podemos errar, como exigir ou,
até mesmo, orientar para tal pessoa ser ou buscar a perfeição.
Logo,
temos que reconhecer que existem duas realidades a ser estudadas e analisadas,
uma boa que é o desenvolver a perfeição (busca pela excelência) e, o outro,
o problema de ordem psicológica chamado perfeccionismo. Sem o devido entendimento destas duas palavras e,
logo, suas aplicações, correremos o risco de sermos achados no radicalismo que
pode nos levar ao perfeccionismo (fatalmente, na ausência de uma revelação
bíblica, poderemos ser levados a esse extremo pela ignorância).
A
perfeição (busca da excelência) transforma tanto ao indivíduo que a busca como
aos que tem nele um referencial; já o perfeccionismo atrofia o individuo
dominado como quanto a todos os do seu convívio, levando ao perfeccionista a
uma vida difícil no convívio social e familiar.
Segundo
o dicionário informal perfeccionista é uma mania
de perfeição em tudo o que se faz; pessoa que acredita que a perfeição
é o limite. Gosto mais da definição dada por Max Gehringer: “perfeccionismo é
um traço de insegurança e não uma virtude!”
Se
“zapiarmos” pelo google à busca do tema veremos palavras chaves como “problema”,
“sintomas” e “tratamento” diretamente ligadas aos
perfeccionismo.
Um
dos seus piores traços (do perfeccionismo) é a eliminação de características da
pessoa e das pessoas ao seus redor, pois para ele o trabalhos dos outros nunca
está completo, inclusive o dele mesmo. Em nome da “perfeição” o perfeccionista
irá querer mudar tudo em todos, pois buscando o “limite” da perfeição, traços
característicos de um individuo podem estar sujeitos a mudanças impostas por
este, inclusive os dele. Ele anula a si, a todos e tudo para encontrar um
resultado “final” além do tudo, ainda que lhe reste apenas a depressão como
resultado amargo. Escrevo consciente de que muitos que sofrem deste mal, não
enxergam os resultados ruins a médio e longo prazo que isso produz.
Já
a perfeição não é assim! Ela é desenvolvida! Não é um fator patológico, mas a
busca equilibrada e saudável que enriquece ao ser e forma líderes a partir de
seu exemplo. Ela considera os erros, não os anula, mas se vale deles para o
amadurecimento do ser, valores da vida, o exercício de princípios e correção de
rotas. Não faço aqui apologia ao pecado hein:
"Que
diremos, pois? Havemos de permanecer no pecado, para que abunde a
graça? De modo nenhum. Nós que já morremos ao pecado, como viveremos ainda
nele?" (Romanos 6.1-2)
Estamos
entendidos... Ok, sigamos!
Enquanto
o perfeccionismo destrói, a perfeição (excelência) constrói. Enquanto o
perfeccionismo espalha, a perfeição (excelência) uni. Enquanto o perfeccionismo
pode levar ao homem a pecar, a perfeição (excelência) ensina ao homem a se
manter na santidade. Enquanto o perfeccionismo anula o individuo, a perfeição
(excelência) valoriza tudo o que foi dado por Deus elevando a moral e
integridade da pessoa; fazendo dela, um exemplo a ser seguido. Enquanto o
perfeccionismo tem como ponto de partida o corruptível, incompleto e
pecaminoso, a perfeição (excelência) tem como ponto de partida a vida e os
exemplos de Jesus.
Vejamos
alguns exemplos bíblicos que mencionam a busca pela perfeição, que nada mais é
do que o fazer com excelência.
“Sede
vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus
5.48)
Aqui
o perfeccionismo chamaria a performance e o resultado para a força de seu
braço, seu intelecto, sua formação, seu QI, sua racionalidade, ou seja para si.
Mas veja para quem Jesus estava apontando, nos remetendo ao Antigo Testamento e
inicio do povo de Israel:
“Eu
sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.” (Gênesis
17.1b).
Veja
o perfeccionismo arraigado no mundo nas famosas frases “...quando eu estiver
pronto (perfeito), irei para a igreja...” Entretanto as Escrituras e o
próprio Jesus afirmam que a ordem não é a perfeição depois o Pai, mas sim,
aprender, caminhar com o Pai e ser perfeito.
Por
isso o Pai enviou o seu Filho, Jesus:
“Disse-lhe
Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem
me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.9)
“Havendo
Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos
profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,... O qual, sendo o
resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando
todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a
purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;”
(Hebreus 1.1,3)
A
perfeição segunda a Bíblia ela não se baseia no novo, mas no resgate dos
princípios deixados. A perfeição é fruto da graça de Deus, tendo Jesus, único
Mediador e Intercessor nosso, como referência. Quer um exemplo da ação da
perfeição? Veja:
“Depois
todos foram para casa, mas Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada
ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava
sentado, ensinando a todos. Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus
uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no
meio de todos. Eles disseram: Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de
adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem
ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso? Eles fizeram
essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas
ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Como eles continuaram a
fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles: Quem de vocês
estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! Depois
abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão. Quando ouviram isso, todos
foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a
mulher, e ela continuou ali, de pé. Então Jesus endireitou o corpo e disse:
Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? Ninguém, senhor!
respondeu ela. Jesus disse: Pois eu também não condeno você. Vá e não peque
mais!” (João 8.1 – 11)
Depois
do ocorrido, está mulher, imitaria a quem? Seguiria a quem? Os fariseus? Não!
Ela cumpriria a lei? Sim, mas agora a exemplo de Jesus ela o faria
com misericórdia e verdade.
O
perfeccionismo não caminha de mãos dadas com a misericórdia, com a graça, com a
justiça e com a alegria dos resultados produzidos de alguém ainda imperfeito.
Ele oprime a pessoa, cegando-a em nome de ótimos resultados, como se estivesse
produzindo a uma nova "raça ariana", onde a única forma de
"homem perfeito" é o extermínio do homem imperfeito,
ou seja, do individuo, ao invés, dos vícios.
Já
a perfeição, a exemplo de Jesus, entende que o homem está num processo e o que
importa é fé e obediência na busca da perfeição (uma vez tendo aceito ao Senhor
Jesus como seu Salvador), pois o crescimento, como forma de resultado, é Deus
quem produz pois Ele é a perfeição em pessoa, assim como a Trindade assim o
são!
"... e
não retendo a cabeça de quem todo o corpo, suprido e unido por meio das juntas
e ligamentos, cresce com o crescimento de Deus." (Colosensses 2.19)
A
perfeição ou a busca pela excelência produz vida, discípulos, famílias capazes
em Deus de produzir boas coisas com resultados eternos. Deus
trabalha para a eternidade, esteja certo disto! Já o perfeccionismo, ainda que,
em algum momento chegue a ótimos resultados deixará um rastro de dores,
solidão, depressão e com prazo de validade, pois ainda que dure, não durará
para sempre.
“Disse-lhe
Jesus: Se queres ser perfeito, vai vender tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e
terás um tesouro nos céus; depois vem seguir-me.” (Mateus 19.21)
Enquanto
o perfeccionismo descarta os que caem no meio do caminho, Jesus, o exemplo da
perfeição diz: “Está consumado... ainda que os vossos pecados sejam como o
escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o
carmesim, tornar-se-ão como a lã... Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê
em mim, ainda que esteja morto, viverá... Tomai sobre vós o meu jugo, e
aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso
para as vossas almas... Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do
mundo.” (João 19.30/ Isaías 1.18/João 11:25/ Mateus 11.29/Mateus
28.20)
Numa
alusão, os membros inferiores que nos sustentam na caminhada da perfeição são a
obediência e fé SOMENTE em Jesus.

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