Divórcio e os casamentos...
Querido irmão, não tenho a menor pretensão em ser o dono da verdade, mas desejo ser uma voz profética em um tempo onde tudo parece confuso e "livre"; num tempo sem liberdade, onde os comichões nos ouvidos querem levar a igreja de Cristo para fora da verdade. A verdadeira liberdade de Deus tem sua morada em Sua Verdade, e ela, somente ela, pode trazer libertação.
O objetivo deste estudo é trazer com clareza princípios já estabelecidos desde a instituição chamada família, e esta, um projeto de Deus que ao longo dos séculos satanás e as concupiscências da carne e dos olhos vem limitando sem descanso para corromper princípios, verdades e a aliança do matrimônio.
Deus o abençoe!
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Si podemos comparar o divórcio com o vale da sombra da morte, então, eu quase estive nele! Lá vi que as consequências dos casamentos podem estar além de nossa existência terrenal; podem afetar o curso de nossa eternidade.
“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.” (Hebreus 3: 12-15). “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;” (Hebreus 2: 1-3).
Endurecimento do coração.
Não só uma orientação imperativa de Deus, senão, uma das situações, no qual, mais faz o Espírito Santo trabalhar em nós. Ele não quer que o pecado nos engane a ponto de nos petrificar para o arrependimento.
Mas hoje quero falar de algo que acredito ser da parte de Deus. O Pai está procurando homens que, como João Batista, proclamem, abertamente seja a quem for, o que está errado segundo as escrituras.
Quando a palavra fala de endurecimento de coração, ela refere-se a escolhas erradas que fazemos, por um caminho de princípios errados que escolhemos, sempre que nos é mostrado uma escolha certa e um caminho de princípios certos. Tendo por vista que a escolha certa e este princípio certo são todos os que procedem da direção e do caráter de Deus (Deuteronômio 30:15-20).
No grego a palavra endurecer é “skleruno”1 ou “esklērynō”2 (ambas provenientes de “esklēros”) que quer dizer tornar duro ou rígido. Ainda que tal contexto a nível moral seja utilizado no sentido figurado para tratar-se de um coração, a sentença sobre a obstinação de coração e o pecado, não tem nada de figurado.
Quero que entendamos que tal figura só pode ser aplicada, quando ao homem é dado o direito de escolha, caso contrário, não existiria tal figura. Não poderíamos ser exortados ou julgados, seja por quem for, se não fora dado outras opções. E é a isso a que Deus se refere. Ele nunca nos deixou às escuras nesta compreensão em toda a Bíblia. Temos escolhas que nos levam a vida ou à morte, à benção ou maldição, a servir um Senhor e a desagradar ao outro (Mateus 6:24), a andar pelo caminho estreito ou largo, a entrar pela porta estreita ou larga (Mateus 7:13). Não importa a escolhas que façamos, pois si Deus não ser o nosso Fim, como nossa meta final, logo não teremos o Fim, que Ele preparou para nós. Não O teremos.
O Senhor quando nos abre um leque de opções, não o faz para confundir-nos, mas para alertar-nos das sutilidades de nossa carne (concupiscências), do pecado e dos demônios (1 Timóteo 4:1). Deus sabe que essas três situações nos levarão a aparta-nos do Caminho para comer o mel doce da imundícia, como fizeram com Sansão (Juízes 13:14 e 14: 8-9). A cultura na época repugnava a todo animal carnívoro que se alimentava de sangue e carnes putrefadas.3 Logo, passados alguns dias desde a morte do leão, Sansão colheu o mel de um animal que já estava em estado de decomposição e considerado imundo (pelos hebreus) por suas práticas. Um dos seres ligados ao processo de decomposição são os germes, que estão intimamente aliados aos espíritos imundos (que são na verdade formas vivas da corrupção que entram em corpos humanos trazendo-lhes a morte)4.
Somos todos os dias alvos da concupiscência, do pecado e dos demônios para desenvolvermos um coração duro aos princípios e a voz do Senhor, levando-nos a quebrar e anular o poder da verdade, consequentemente, nossa salvação em Jesus.
E a principal estratégia de ataque é no casamento.
Se existe alguém guerreiro pelo casamento e que abomina o divórcio na humanidade, antes mesmo de existir a humanidade, essa pessoa é Deus; por duas declarações, dois princípios e um só caráter:
“Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que aborrece o repúdio [...]” (Malaquias 3:16). “E o SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses [...]”. (Oséias 3:1).
Se há alguém fiel na infidelidade de seu companheiro a ser imitado, esta pessoa é Deus. No livro do profeta Oséias, ao pedir ao profeta para voltar com sua mulher adultera, Deus mostra que Ele deve ser fiel assim como o Senhor o tem sido a infiel Israel. Nesta época a lei de Moisés permitia o repúdio e Deus leva o seu profeta a uma outra postura.
Quando Deus usa “como”, ele quer dizer igual, ou seja, tenha o mesmo padrão de moral e caráter que eu tenho na aliança feita.
O diabo sabe que entraremos num novo relacionamento pelo mesmo motivo que nos divorciamos daquele: egoísmo, o eu, quebra de princípios e, principalmente, dureza de coração. O que nos levou a sair de um casamento é o mesmo que nos está guiando para o segundo, terceiro, quarto...
Deus vem lutando contra isso desde a separação de um povo para si, por meio de seu caráter e fidelidade a aliança.
É o caso de Abrão, Sarai e Agar.
Sarai queria dar um filho a Abrão e ver a promessa cumprida. Abrão ouviu a Sarai para ter seu herdeiro, consentindo com sua idéia. Agar correspondeu a sua senhora deitando-se para dar um filho a seu senhor (Gênesis 16:1-16).
No meio de tudo isso, as aflições começaram a nascer no coração de Sarai, pois sua serva estava grávida, e a esposa, sem a possibilidade de dar a luz.
Não é isso o que geralmente leva um casal ao divórcio. Coisas que, supostamente, o cônjuge não pode fazer, dar ou até gerar, mas que alguém de fora – fora da vontade de Deus – o pode? Seria este cenário algo promovido por Deus? Ou algo sutilmente elaborado visando à divisão, conflito e destruição de um lar?
Na sequencia, no capitulo 17 de Gênesis, Deus dedica toda uma atenção especial para trabalhar diretamente com as bases de princípios no coração de Abrão, agora chamado de Abraão e de Sarai, agora Sara. Por quê? Por que todo o contexto anterior (Abrão, Sarai e Agar), escolhas e ações erradas, levariam Abraão e Sara para longe de sua presença. Era o coração de Abraão que estava em jogo, e se ele o endurecesse, ele poderia estar fora dos planos de Deus.
Por tanto, Deus começa dizendo para Abraão não sair da presença dele, e andar nesta mesma presença (vs.1). Reafirma a promessa de muitos filhos (vs.4). Diz a Abraão para guardar o concerto (vs.9).
Consegue ver aqui, Deus bombardeando literalmente o coração de Abraão?
Consegue ver Deus trabalhando para deixar claro que a escolha feita com Agar foi um erro?
Consegue ver Deus lutando diretamente contra o endurecimento do coração de Abraão?
Não? Então leia:
“Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto!” (Gênesis 17: 15-18, grifo do autor).
É isso que o coração endurecido faz; ele nos faz olhar para nossas opções geradas fora da vontade de Deus. E quando Deus vem para restaurar-nos e alinhar-nos novamente à Sua vontade, este coração endurecido diz: “tomara que este “novo” casamento dê certo!”.
Você consegue enxergar que um coração endurecido é a causa para ensurdecimento e cegueira espirituais?
Repito: Consegue ver Deus trabalhando para deixar claro que a escolha feita com Agar (outra pessoa) foi um erro? Consegue ver Deus lutando diretamente contra o endurecimento do coração de Abraão?
Não? Então veja o que a Bíblia menciona a seguir:
“E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu-o Sara à porta da tenda, que estava atrás dele. E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres. Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido? Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. E Sara negou, dizendo: Não me ri, porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste.” (Gênesis 18:10-15).
Você consegue ver um dialogo onde Deus diz para uma pessoa que ela fez tal coisa, e esta pessoa retruca dizendo a Ele que não? Isso lhe soa familiar?
Você já ouviu alguém dizer que agora vai dar tudo certo, porque realmente “achei” a pessoa certa para um “novo” casamento?
Você consegue ver Deus lutando contra o germe da corrupção nos corpos de Abraão e Sara, que estão aos poucos querendo destruir as promessas e planos de Deus para este casal?
Veja todo o trabalho que Deus teve!
Mas o Pai sabia que satanás iria usar o erro de Abraão e de Sara para desfazer a família.
“E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava. E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque. E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho. Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.” (Gênesis 21:9-12)
Você consegue ver onde o diabo queria chegar? Você consegue dimensionar aqui as consequências de um coração duro?
Deus decide pela aliança entre Abraão e Sara. Aqui Deus preserva a aliança.
Imagine que Abraão decidisse não dar ouvidos a Deus, por estar com seu coração endurecido, deixando Agar permanecer no convívio do lar. Imagine agora o estado de Sara, ao ver o filho de Agar zombando dela dia após dia. Imagine, neste momento, Abraão deixando de lado a voz e a presença de Deus, para decidir se deve dar mais ouvidos à sua minha esposa (principio de fidelidade, vontade de Deus e caráter) ou se opta por permanecer com Agar (egoísmo, o eu, quebra de princípios e, principalmente, dureza de coração)?
O principal perigo da dureza de coração é a quebra de princípios. Ela é a sentença, não a dúvida, mas a certeza de uma condenação.
O diabo sabe disso:
“[...] não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto, onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras. Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.” (Hebreus 3:8-11)
É isso mesmo. Não há repouso para os que viveram com seus corações endurecidos.
Não há repouso para os que não conhecem o caminho do Senhor.
Veja, antes do divórcio dois princípios devem ser considerados, entre muitos, que podem afetar diretamente sua salvação e eternidade:
1º Seguir o exemplo de Deus
Se não seguimos o exemplo de Deus, então seguimos de outros. O homem é influenciável, o Pai sabe disso, por isso, o pedido de andarmos em sua presença.
Como filhos de Deus, não mais da vontade do sangue, da vontade da carne, nem do homem (João 1:13), temos um novo padrão moral a ser seguido. Deus não exige de nós a perfeição, mas sim, que nos mantenhamos no caminho dela. A exemplo de Deus, Ele quer que tanto o profeta Oséias, há muitos anos atrás, como você e eu, tenhamos o caráter igual ao Dele, igual ao de Jesus.
A fidelidade e a permanência no casamento, antes de ser ao cônjuge, são para Deus a quem prestamos votos: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.” (Eclesiastes 5:4).
Por isso disseram os discípulos: “[...] Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.” (Mateus 19:10).
2º Perdão
Uma das bases para a justificação de Deus a nós, por meio de Jesus, é o perdão de nossos pecados. Não já como Deus nos justificar imputando a nós cada um dos nossos pecados. Do contrário seríamos consumidos.
“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5:18-19) e “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:24-26).
Não existe justificação sem perdão e remissão do pecado. Digo do pecado por tratar-se do pecado original por meio de Adão. E enquanto aos pecados, aqueles que cometemos durante o processo de santificação?
“Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.” (João 20:23). Porém saiba que “se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:15).
Deus nos dá primeiro o exemplo. Depois luta contra a dureza de coração incansavelmente; e cabe a nós perdoar na mesma medida que Ele nos perdoou aos nossos cônjuges.
A nossa condição diante de Deus é de perdoados, por causa da justificação de Deus por meio de Jesus. Segundo Russel Shedd falando do perdão cm base no texto de Mateus 18: 21-35 diz: “o perdoado tem que perdoar, senão a fé salvífica é uma ilusão. Jesus não pode ser acusado de ambivalência com relação às implicações de segui-lo. Uma vez que ele perdoa, seus discípulos precisam fazer o mesmo. Quando o devedor perdoado recusa demonstrar misericórdia perdoadora a seu conservo, a obrigação inicial é reafirmada, pois ele não demonstrou uma mudança de coração.”5
Em nenhum lugar da Bíblia há registro de que um segundo casamento procede da vontade de Deus. Da mesma maneira que não há um versículo sequer que mencione que encontramos ampla entrada nos céus por meio de tal prática. Muito pelo contrário, as pessoas que decidem pelo divórcio deveriam viver solteiras ou voltar para o cônjuge da única aliança (1 Coríntios 7:11).
Não vemos Deus trocando de povo e nação, voltando atrás por causa da infidelidade, pecado e erros do seu povo. Ele assumiu sua escolha. Ele quis assim, e foi fiel a sua escolha.
Não vemos Jesus, descendo outra vez a Terra, para iniciar uma nova obra vicária, por que muitos da sua noiva se corrompem a cada dia. Ele assumiu sua escolha. Ele escolheu a sua noiva, Ele quis assim, e permanece fiel.
Agora, escolhemos nosso cônjuge e nos casamos. Até aqui seguimos o exemplo bíblico, o exemplo do Pai e de Jesus. E, só por que eu e vocês escolhemos uma pessoa, e por causa dos erros e infidelidade dela, temos o direito de outra escolha?
A exemplo Deles, não!
Sabe por quê? Não encontro base bíblica. Se não tem base bíblica, então estamos fora dos princípios do Reino de Deus.
Não há um este exemplo em toda a Bíblia que apoie o divórcio, senão:
“Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim.” (Mateus 19:8, grifo do autor).
E aos que assim quiserem:
“Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.” (1 Coríntios 7:11)
O mesmo motivo que o leva para um novo relacionamento é o mesmo que o levou a sair do outro: egoísmo, o eu, quebra de princípios e, principalmente, dureza de coração.
A cura e a restauração do casamento não está em olhar para a circunstâncias, ou agir como juiz sobre a falta, ou mesmo em ser a vitima; a cura e a restauração estão na vontade e poder de um Deus que milita a favor do casamento.
Isso revela o quanto não conhecemos do caráter de Deus, Seu poder para nos ajudar e Seus princípios.
Se não conhecemos tanto a Ele, então, por quem nos deixamos conduzir?
Se não conhecemos seu poder para nos ajudar em momentos tão difíceis, como
saber se estou no caminho certo?
Se não conheço os seus princípios, certamente, a rua em que eu caminho não me conduz aos portais da eternidade em Deus.
Não há lugar nos céus para pessoas que se mantiveram na terra, guiados por um coração duro e obstinado.
Não importa onde e como. Se você foi salvo por Jesus, conheceu a Deus, tem visto o poder do Espírito Santo a favor daqueles que O temem, então, você deve pensar muito antes de sair do seu casamento.
A instituição chamada casamento e seus princípios são de Deus; a escolha errada é nossa. Por isso antes de casar analise sua situação financeira, emocional e pessoal. Conheça bem a pessoa. Verifique as afinidades religiosas. Pois o jugo desigual é escolha do homem. Mas tal escolha, não anula a instituição e seus princípios.
Se nós queremos o caráter de Deus, a exemplo de Oséias, temos que ser fiéis como Deus O é a aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó em relação a Israel. Temos que lutar pela preservação da aliança matrimonial.
Si queremos nos manter por meio do sangue de Jesus, salvos e justificados por Deus, temos que perdoar nosso cônjuge ainda que por infidelidade, sabe por quê?
A ordem é para o homem amar (Efésios 5:25) e o amor cobre uma multidão de pecados (1 Pedro 4:8) e, se ele foi encoberto, então há uma nova fase de esperança e restauração do Senhor, pois ele sabe tratar nossos corações para permanecermos em seus planos e vontade.
A ordem para as mulheres é a submissão (Efésios 5:22), antes de tudo ao Senhor e depois ao seu cônjuge, por quê?
Sua submissão não está no casamento, mas muito antes dele. Está no Senhor. Sua submissão se deve ao seu atributo, o de adjutora idônea, e este, dado pelo próprio Senhor. A palavra idônea quebra todo o jugo sobre a falsa compreensão de submissão. Ela, idônea, diz que você é capaz, inteligente, virtuosa, sabia, guerreira e forte. Já a palavra adjutora no grego “teleioō” quer dizer que você veio para completar, consumar e tornar perfeito. Você foi capacitada por Deus para fazer parte de uma obra de restauração em seu casamento. Sua submissão não está no fazer, mas no ser que você é no Senhor, na capacidade Dele em você.
Lembre-se: O mesmo motivo que o leva para um novo relacionamento é o mesmo que o levou a sair do outro: egoísmo, o eu, quebra de princípios e, principalmente, dureza de coração. E dureza de coração é surdez e cegueira espiritual.
Depois de tudo isto, acredito, que podemos sim comparar o divórcio com o vale da sombra da morte, mas, se permitirmos e voltarmos nosso coração a Deus e a seus princípios, Ele estará conosco e nos restaurará.
“Por que eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro.” (Jeremias 29: 11)
Amém.
Fonte:
1 Dicionário Bíblico de James Strong, 2002 Sociedade Bíblica do Brasil.
2 Bíblia de Estudo Palabra Chave, Hebraico e Grego, 4ª edição CPAD.
3 Novo Dicionário da Bíblia John Davis, ampliado e atualizado. Editora Hagnos,
2005.
4 Apostila Guerra Espiritual do Centro de Treinamento Ministerial Ágape (CTMA).
5 Livro Justificação. Autor Russel P. Shedd. Editora Vida Nova, 2ª edição.
