quarta-feira, 21 de março de 2012

CARTAS AO PAI: Casamento

Senhor,
 
 
Geralmente eu escrevo cartas para minha esposa em ocasiões especiais ou em dias que sinto ou quero fazê-lo. Hoje não será diferente e será diferente.
Hoje quero através desta carta ao Senhor quero falar de vocês dois. O Senhor é o Bom “culpado” e o motivo desta carta; pois o Senhor mesmo mencionou que “aquele que encontra a uma esposa acha algo excelente; recebeu uma benção do Senhor” (Pv. 18.22, NVI).
Lembra-se oh Pai daquela madrugada de janeiro de 1999. Enquanto eu orava o Senhor me perguntou como era a esposa que eu imaginava? Sim, o Senhor me perguntou atencioso e gentil, como sempre. Lembro-me também de minha teimosia em retrucar, perdoe-me. Se não fosse o Senhor, hoje, talvez, eu fosse mais um dos eunucos. Entretanto o Pai olhou para meu pouco entendimento na força da juventude, e estendendo sua misericórdia, me abençoou com uma esposa. Não que ser eunuco seja algo ruim, mas não é para todos. Não o foi para mim.
No decorrer desses quase onze anos, passei meses e anos sem entender quem era a mulher ao meu lado, seus valores, sua individualidade como mulher e personalidade. A minha falta de entendimento tem nome Senhor: chama-se individualidade e egoismo.
Como fui menino inconsequente! Imaturo e insensível a vocês dois! Ao Senhor, porque não busquei aprender a como ser mais atencioso por meio da oração. A ela, por que não perguntei com a atenção devida como ela estava e se sentia. Estava dando a uma rosa o mesmo tratamento que se dá a uma bananeira, perdoe-me.
O verão passou. A primavera deixou suas flores secas na varanda de nossa casa. O outono anunciou um inverno que se estendeu por meses, e meses durante quatro anos a fio.
Nesse período tive que crescer. Amadurecer. Entender que quando menciona a mulher como um vaso frágil, refere-se à forma dura e insensível com que o homem trata os sentimentos da mulher.
Pai o Senhor acertou em me perguntar como imaginava minha esposa. Eu errei, em não me perguntar durante todo esse tempo o que ela esperava, imaginava e ansiava de mim. Quando uma mulher não é um vaso frágil nas mãos de seu marido, é por que seu marido não busca ter mãos de oleiro.

Sabe Senhor, o problema não é a benção que me deste, sou eu, pois não soube tratar com o devido cuidado tal dádiva. Não aprendi com o Oleiro em sua olaria.
Mas então, nos últimos dois anos, o Senhor, o nosso Sol da Justiça, trouxe de volta o verão e a primavera. Mas desta vez, tenho outros olhos para as estações. Elas não irão mais determinar o quanto devo me esforçar por amar e ser sensível a minha esposa, pois aprendi, contigo oh Pai, que quer seja no verão, primavera, outono ou inverno, o que tenho ao meu lado é uma benção de Sua parte, uma benção de esposa e que sempre será independente das estações.
Isso não é um pensamento positivo da minha parte; entendo que isso é uma verdade e que minha esposa procede de suas mãos.
E hoje, quase onze anos depois, sim oh Pai, vejo a resposta de minha oração.
Não tenho apenas uma esposa, tenho uma virtuosa esposa, conhecedora de sua vontade, profeta e intercessora. Tenho uma mulher sensível, carinhosa, de bom gosto, firme e fiel.
Nessa carta, quero agradecer a ti oh Pai, pois onze anos depois entendo que o casamento pode ser uma benção se deixarmos o Senhor nos moldar.
O homem pode escolher à sua esposa, a mulher pode escolher ao seu esposo para o casamento, mas o tratamento e o ajuste somente acontecerão se ambos se humilharem diante do Senhor. Então veremos que o que sonhávamos um para com o outro é possível em ti, através de Jesus.
Te amo Senhor!
 
Com ações de graças. De seu filho,
 
William

Nenhum comentário: