Senhor,
Geralmente eu
escrevo cartas para minha esposa em ocasiões especiais ou em dias que
sinto ou quero fazê-lo. Hoje não será diferente e será diferente.
Hoje
quero através desta carta ao Senhor quero falar de vocês dois. O Senhor
é o Bom “culpado” e o motivo desta carta; pois o Senhor mesmo mencionou
que “aquele que encontra a uma esposa acha algo excelente; recebeu uma
benção do Senhor” (Pv. 18.22, NVI).
Lembra-se
oh Pai daquela madrugada de janeiro de 1999. Enquanto eu orava o Senhor
me perguntou como era a esposa que eu imaginava? Sim, o Senhor me
perguntou atencioso e gentil, como sempre. Lembro-me também de minha
teimosia em retrucar, perdoe-me. Se não fosse o Senhor, hoje, talvez, eu
fosse mais um dos eunucos. Entretanto o Pai olhou para meu pouco
entendimento na força da juventude, e estendendo sua misericórdia, me
abençoou com uma esposa. Não que ser eunuco seja algo ruim, mas não é
para todos. Não o foi para mim.
No
decorrer desses quase onze anos, passei meses e anos sem entender quem
era a mulher ao meu lado, seus valores, sua individualidade como mulher e
personalidade. A minha falta de entendimento tem nome Senhor: chama-se
individualidade e egoismo.
Como
fui menino inconsequente! Imaturo e insensível a vocês dois! Ao Senhor,
porque não busquei aprender a como ser mais atencioso por meio da
oração. A ela, por que não perguntei com a atenção devida como ela
estava e se sentia. Estava dando a uma rosa o mesmo tratamento que se dá
a uma bananeira, perdoe-me.
O
verão passou. A primavera deixou suas flores secas na varanda de nossa
casa. O outono anunciou um inverno que se estendeu por meses, e meses
durante quatro anos a fio.
Nesse
período tive que crescer. Amadurecer. Entender que quando menciona a
mulher como um vaso frágil, refere-se à forma dura e insensível com que o
homem trata os sentimentos da mulher.
Pai
o Senhor acertou em me perguntar como imaginava minha esposa. Eu errei,
em não me perguntar durante todo esse tempo o que ela esperava,
imaginava e ansiava de mim. Quando uma mulher não é um vaso frágil nas
mãos de seu marido, é por que seu marido não busca ter mãos de oleiro.
Sabe
Senhor, o problema não é a benção que me deste, sou eu, pois não soube
tratar com o devido cuidado tal dádiva. Não aprendi com o Oleiro em sua
olaria.
Mas
então, nos últimos dois anos, o Senhor, o nosso Sol da Justiça, trouxe
de volta o verão e a primavera. Mas desta vez, tenho outros olhos para
as estações. Elas não irão mais determinar o quanto devo me esforçar por
amar e ser sensível a minha esposa, pois aprendi, contigo oh Pai, que
quer seja no verão, primavera, outono ou inverno, o que tenho ao meu
lado é uma benção de Sua parte, uma benção de esposa e que sempre será
independente das estações.
Isso não é um pensamento positivo da minha parte; entendo que isso é uma verdade e que minha esposa procede de suas mãos.
E hoje, quase onze anos depois, sim oh Pai, vejo a resposta de minha oração.
Não
tenho apenas uma esposa, tenho uma virtuosa esposa, conhecedora de sua
vontade, profeta e intercessora. Tenho uma mulher sensível, carinhosa,
de bom gosto, firme e fiel.
Nessa
carta, quero agradecer a ti oh Pai, pois onze anos depois entendo que o
casamento pode ser uma benção se deixarmos o Senhor nos moldar.
O
homem pode escolher à sua esposa, a mulher pode escolher ao seu esposo
para o casamento, mas o tratamento e o ajuste somente acontecerão se
ambos se humilharem diante do Senhor. Então veremos que o que sonhávamos
um para com o outro é possível em ti, através de Jesus.
Te amo Senhor!
Com ações de graças. De seu filho,
William


Nenhum comentário:
Postar um comentário