Submissão...
Primeiro vamos definir duas
palavras.
Investir: dar posse (dicionário).
Revestir: aparamentar-se de
autoridade (dicionário). No hebraico é “tsaphah” que refere-se a expansão da área da visão,
transferindo-a para ação (léxico de Strong).
Por muito tempo a aplicação da
palavra submissão tem sido usada para honrar e respeitar as autoridades. No casamento
a usamos para que os casais entendam que uma mulher somente pode se submeter
quando há uma missão. Uma igreja demonstra submissão, quando ela exerce e
trabalha no funcionamento da missão para aquele determinado corpo. Mas será que
a noiva está realmente em submissão em relação à missão do noivo?
Existem dois tipos de
autoridade. Dois níveis.
O primeiro é a autoridade
investida. Ela se apresenta por meio de toda a obra que Cristo fez aos filhos
de Deus. Este nível de autoridade é um pacote da salvação. Ela é investida para
que por meio da palavra de Deus o filho do reino (João 1:13) tome
posse das verdades e direitos adquiridos por meio da cruz. Ela não se
manifesta, ela vem junto. Aprendemos com o tempo e maturidade a exercê-la. Mas seu
campo de atuação é pessoal, e sua autoridade não move os céus para grandes
milagres, para grandes ações e intervenções de Deus. A autoridade investida tem
uma atuação pessoal.
Já a autoridade revestida. Ela
vem por meio da submissão da noiva à missão de seu noivo. Ela é um aparamento
espiritual, não para filhos, mas sim para os servos, ministros, reis,
sacerdotes, ou seja, somente para quem ENTENDEU claramente a visão e missão do
corpo aonde Deus o colocou como quis (1 Coríntios 12:18).
Esse nível de autoridade é dado
como reconhecimento de Deus para os que estão em pleno funcionamento no corpo,
DENTRO da “submissão funcional”:
“Do qual todo o corpo, bem
ajustado, e ligado pelo auxilio de todas as juntas, segundo a justa operação de
cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.” (Efésios
4:16)
Reis e sacerdotes, não são títulos
de filhos, mas de servos, pessoas em pleno funcionamento. Pessoas ajustadas à
missão. Ligas pelo auxilio de todas as juntas que entenderam a missão. Que detém sua posição no corpo de Cristo. Que
entendem qual é a sua parte na missão. Levam o aumento do corpo. Estão na edificação da igreja do noivo, resumindo, isso é
submissão.
É somente no segundo nível de
autoridade que os céus se movem, por causa do propósito estabelecido por Deus
para cada anjo de cada igreja como Ele quer, segundo o seu querer e efetuar.
Veja:
Isaque viveu milagres, por que
não só entendeu a missão dada a Deus a seu Pai Abraão, como funcionou por meio
dela, se ajustou a ela, se manteve ligado a ela. Entendeu sua parte e operou
por meio dela proporcionando o aumento, o cumprimento da Vontade de Deus.
Isaque se submeteu por isso os céus realizaram na terra o que já estava sendo
realizado lá (Mateus 6:10).
Pessoas como José, Josué,
Elizeu, os apóstolos e os homens conhecidos como heróis na fé, vivenciaram e
moveram os céus, por que não estavam na esfera da autoridade pessoal ou a
autoridade investida. Eles se moveram por se submeterem a missão de Deus, do
Reino. Deixaram o CONFORTO da autoridade de filhos, para assumirem a
responsabilidade de reis e sacerdotes, ou seja, servos do Reino, sendo
revestidos de uma autoridade capaz de fazer o sol parar (Josué 10:13).
Tornarem-se ministros de um reino material (Genesis 41:41-44). As aguas amargas
de um rio tornarem-se doce (2 Reis 2:19-22). De ser arrebatado de um lugar ao
outro (Atos 8:39-40). E muitos outros milagres.
Uma igreja irá viver milagres,
maravilhas e prodígios quando cada membro entender o porquê Deus o colocou ali.
Entender a missão daquele corpo
especifico (1 Coríntios 12:18) por meio da visão do anjo da igreja, é
fundamental para crescimento.
Quando cada membro, como noiva de Cristo, assumir
a responsabilidade de reis e sacerdotes, através de uma submissão funcional
(Efésios 4:16) e então, sejam revestidos de autoridade a ponto de mover os
céus, sendo eles mesmos mecanismos de Deus para ativação da manifestação da
glória de Deus na terra, pois ela já manifesta-se e age nos céus (Mateus 6:10).

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