terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não Sou Obra do Acaso, Não sou Bastardo!



Disse o Salmista, ou seja, nos ensina a Bíblia: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12)

E sim, os tenho contado e em meio a algumas dificuldades, te louvo pela sua abundante graça.

Esse sou eu, a poucos aninhos atrás!!!

Hoje é um dia muito especial para mim. Nove de agosto, meu aniversário.

É o dia em que Deus decidiu apostar em mim. É o dia em que Ele, deliberadamente, decidiu permitir que eu viesse ao mundo.

Sou filho de um homem chamado Carlos, meu pai biológico. Que não ficou com minha mãe quando nasci e até hoje, embora tenha tentado, nunca o vi. Depois, por volta dos meus três ou quatro anos, então, minha mãe conheceu o meu pai, outro Carlos, que nos criou a mim e aos meus irmãos até os meus treze para quatorze anos, deixando-nos neste período.

Minha mãe, uns dois anos antes desse acontecimento, conheceu e rendeu-se a Cristo. Aleluia. Hoje, serva preciosa, é exemplo e determinada em Deus.

Porém, por duas vezes no meu histórico de vida fui assolado pela separação paternal, se é eu posso colocar assim.

Por vezes me senti, uma obra do acaso. Às vezes um bastardo. Situações que queriam imprimir no meu espírito, na minha vida, na minha personalidade valores destruidores. Chorei inúmeras vezes. Fechei-me por inúmeros momentos. A carência paterna tornou-se um carrapato em minha alma por dias!

Você se sente incompleto. Sua alegria é fracionada, como se alguém a racionasse, liberando-a dia sim, semanas não. Olhamos ao nosso redor, braços paternos envolvem seus pequeninos junto ao seu peito, enquanto lá sussurravam te amo, aqui uma voz amarga, ressentida dizia que paternidade era uma palavra por engano em meu dicionário, em minha vida.

Isso era o que meus olhos podiam ver e o que os meus ouvidos, entupidos e cheios de mentira do inferno podiam ouvir.

Mas alguém decidiu mudar a minha história a dois mil anos atrás. Um pai tomado pela essência do amor enviou seu Filho, sua imagem, para, literalmente, rasgar o véu da minha cegueira de modo que eu pudesse ver e entender. Ele se indignou com minha história, mesmo ela não existindo. Ele se recusou em deixar-me entregue às misérias de um teatro grego, às margens da terra do nunca, do gueto de horror e desespero. Ele morreu por mim!

Ele marcou minha história, morrendo por ela. Ele cravou um novo caráter em mim, ao permitir ser cravado naquela cruz, a minha cruz. Ele decidiu dar seu sangue para que eu hoje derramasse lagrimas de gratidão. E então ressuscitou para que ele mesmo me falasse:

Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1: 4-5)

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Salmos 139:16)

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Eféios 2:10)

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João1:13)

Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses.” (Isaías 45:4)

Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.” (Isaías 43:1)

Eu sou de alguém, tenho inicio em Deus como destino a eternidade Nele!

Eu declaro em Jesus:

Não existe uma obra do acaso na minha ou na sua vida. Deus está no controle de tudo. Hoje sei o que sustenta a minha vida e minha história: Jesus e sua Palavra - “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” (Hebreus 1:3, NVI)

Hoje entendo que não há maldição que não seja quebrada ou mal que prevaleça. Hoje tenho um Aba Pai Celestial.

Não sou bastardo, sou filho!

Filho de Deus!

Às vezes quando sinto falta, vejo Deus usando um irmão, que sem saber, chega dá um abraço bem forte, e por vezes dizem, o Pai te ama.

Nessas horas sinto o Pai me dizer: “Sempre que você precisar, e onde você estiver, farei questão de abraça-lo para que te lembres: Te amo filho e Estou aqui!”

Isso tudo, também é para você!

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