quinta-feira, 23 de abril de 2015

O COOPERAR DO REINO ESTÁ NO PROPÓSITO DE DEUS


Conhecemos muito bem o que diz lá em Romanos 8.28:

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
Muitas das vezes queremos transformar princípios ativos de Deus em pensamentos positivos ou lidar com a Palavra de Deus com a mentalidade do “cosmos”: pensar positivo para atrair o que quero. O Reino de Deus não cooperará conosco, por mais amados que sejamos de Deus, sem entender e estarmos no centro da vontade de Deus e em seu propósito.

Veja que todas as coisas contribuem para o bem... daqueles que SÃO CHAMADOS ao seu propósito. Significa, que estes, estão atuando para Deus na propagação do Reino. Veja que o texto diz que os que amam estão recebendo contribuições ou cooperação por estarem na ação do chamado segundo o propósito de Deus.
Por isso, que, digo eu, esse tem sido um dos maiores chavões do mundo cristão, pois declaramos inúmeras vezes que queremos a cooperação dos céus para suprir toda nossa necessidade sem o menor compromisso com o chamado de Deus e muito menos com seu propósito.

Sem entendermos isso a oração de Mateus 6.10, não terá o efeito que de fato o Pai espera em nosso entendimento. Por mais que os céus possam, e vão, se manifestar, ainda permaneceremos ignorantes, no conhecimento, referente ao chamado e propósito de Deus para o individuo e para o coletivo (igreja).

Veja como a questão de ter um propósito de conhecer a Deus e de manifestar a Deus é bíblica:
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”
Eclesiastes 3:1
Veja, só não crescemos em Deus por que não colocamos um propósito para isso. Por isso, muitos, na igreja não crescem ou estacionam na vida, deixando ou não tendo um propósito de crescer em Deus. A Palavra de Deus afirma: quando há propósito existe tempo!

“Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.”
Eclesiastes 3:17
Note a progressão do raciocínio bíblico: quando temos um propósito de crescer em Deus e entendemos que Ele tem um propósito por meio de nossas vidas, somos levados para  TODA A OBRA.

Porque para todo o propósito há seu tempo e modo; porquanto a miséria do homem pesa sobre ele.”
Eclesiastes 8:6
Onde há propósito existe TEMPO e MODO. Um cristão que queira crescer em Deus precisa preparar um tempo para a busca ao Senhor e desenvolver um modo pelo qual aprenda os princípios de Deus a parte de sua Palavra e intimidade na oração. Onde há tempo deve existir uma atitude igual ou proporcional a revelação de Deus dada. Veja vida de Moisés ao sair da presença de Deus, seu rosto reluzia. Veja as atitudes de Jesus depois de uma noite ou tempo de oração: ensinava a palavra, curava e expulsava os demônios. Veja a atitude dos apóstolos logo após receberem o Espírito Santo: Pedro foi pregar. Quando realmente um cristão dedica tempo e qualidade para a revelação do Senhor, a atitude que o Reino espera é uma ação proporcional ou igual ao que foi revelado.

O mesmo temos que entender quando se trato do TEMPO e MODO do agir, do kairós de Deus:
“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?”
Ester 4.14
Com base neste tempo, podemos entender que Deus sempre tem o propósito de salvar pessoas, neste caso, o povo hebreu, mas sabemos que a vontade de Deus é que todos se salvem. Quando estamos fora do propósito de Deus no que diz respeito a obra que Ele está realizando em nossa igreja local, estamos, literalmente, fora o tempo e o modo pelo qual o Senhor deseja nos usar e, consequentemente, perdemos as cooperações do Reino para conosco.

Por mais que Deus me ame, certas cooperações não vão acontecer para comigo. Exemplo: a Bíblia nos ensina que precisamos correr legitimamente a carreira que nos esta proposta. Quando estamos correndo é mais ou menos como se estivéssemos na São Silvestre, que ao invés de estar lá pelo medalha, estamos para ganhar vidas a cada 100 metros, a cada curva, a cada subida. Neste momento dentro do propósito, do tempo e do modo operante de Deus, o Reino vem ao nosso encontro para cooperar nos dando que necessitamos para não pararmos com o propósito. As bênçãos nos seguem para que continuemos no propósito. Todas as demais coisas passam a nos ser acrescentadas pelo fato do Reino não querer deixar que percamos o tempo e o modo pelo qual Deus nos está usando aqui na terra.

Toda manifestação de Deus e suas cooperações são para um único propósito: a ETERNIDADE nEle!

Agora passamos a entender do porquê que muitas vezes em nossas orações não temos as cooperações dos céus na proporção do que queríamos. Será por que estamos desproporcionalmente fora do chamado, propósito e obra que Ele determinou na nós?

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou PARA QUE ANDÁSSEMOS NELAS. (grifo do autor)
                                                                                     Efésios 2.10

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ezequiel 22.30









As palavras de Neemias, filho de Hacalias: No mês de quisleu, no vigésimo ano, enquanto eu estava na cidade de Susã, Hanani, um dos meus irmãos, veio de Judá com alguns outros homens, e eu lhes perguntei acerca dos judeus que restaram, os  sobreviventes do cativeiro, e também sobre Jerusalém. E eles me responderam: "Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá na província, passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo". Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando, jejuando e orando ao Deus dos céus.”  (Neemias 1:1-4, NVI)

A Palavra de Deus nos chama para termos o mesmo sentimento (Fl. 2.5); o mesmo pensamento (1 Co. 1.10b) e até a indignar-se diante do quadro da realidade (At. 17.16). Não existe mudança em um casal, família, lar, rua, bairro, cidade, estado, país e nação se não houver tal sentimento, pensamento e indignação nutridos pela Verdade por meio do Espírito Santo.
Temos aqui uma pessoa, ainda que na condição de serviçal, copeiro do Rei, se entristeceu muito pela noticia que o havia chegado: Jerusalém foi derrubada! Não há mais portas, apenas as brechas (parafraseando).
Imagino Neemias cheio de sentimento de Deus por Jerusalém , movido pelos pensamentos do Espírito, indignado pela situação, intercedendo a Deus por meio do Sl 122:
Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do Senhor! "Nossos pés já se encontram dentro de suas portas, ó Jerusalém! Jerusalém está construída como cidade firmemente estabelecida. Para lá sobem as tribos do Senhor, para dar graças ao Senhor, conforme o mandamento dado a Israel. Lá estão os tribunais de justiça, os tribunais da casa real de Davi. Orem pela paz de Jerusalém: "Vivam em segurança aqueles que te amam! Haja paz dentro dos teus muros e segurança nas tuas cidadelas! " Em favor de meus irmãos e amigos, direi: "Paz seja com você! " Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.
Não vejo melhor frase - Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem. – para explicar o que levou Neemias a interceder assim:
Então eu disse: Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, fiel à aliança e misericordioso com os que o amam e obedecem aos seus mandamentos, que os teus ouvidos estejam atentos e os teus olhos estejam abertos para ouvir a oração que o teu servo está fazendo dia e noite diante de ti em favor de teus servos, o povo de Israel. Confesso os pecados que nós, os israelitas, temos cometido contra ti. Sim, eu e o meu povo temos pecado contra ti. Agimos de forma corrupta e vergonhosa contra ti. Não temos obedecido aos mandamentos, aos decretos e às leis que deste ao teu servo Moisés. Lembra-te agora do que disseste a Moisés, teu servo: "Se vocês forem infiéis, eu os espalharei entre as nações, mas, se voltarem para mim, e obedecerem aos meus mandamentos e os puserem em prática, mesmo que vocês estejam espalhados pelos lugares mais distantes debaixo do céu, de lá eu os reunirei e os trarei para o lugar que escolhi para estabelecer o meu nome". Estes são os teus servos, o teu povo. Tu os resgataste com o teu grande poder e com o teu braço forte. Senhor, que os teus ouvidos estejam atentos à oração deste teu servo e à oração dos teus servos que têm prazer em temer o teu nome. Faze que hoje este teu servo seja bem sucedido, concedendo-lhe a benevolência deste homem. Nessa época, eu era o copeiro do rei.” (Ne 1.5-11)
Onde não há íntimos do coração do Senhor, não há como achar alguém que procure o bem da casa do Senhor! Esses são sintomas da falta de intimidade.
Intercessão entre muitas coisas, é sair da presença do Senhor para entrar de novo e clamar pelos motivos do Senhor: “Em favor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o seu bem.”
A intercessão como função sacerdotal ou ministério é algo que se recebe, se desenvolve e cresce por conhecer os sentimentos, pensamentos e, até, as indignações do coração do Pai, afinal, “o zelo pela tua casa me consumirá” diz em Sl 69.9 e Jo 2.17.
É incoerente estar no esconderijo do Altíssimo e não sentir o que ele sente! É inconsistente a verdade de que o Senhor é o meu Pastor quando não compartilho dos seus pensamentos para com suas ovelhas. É um fato o sintoma da falta de compaixão quando preferimos estar aquém do véu, quando somos chamados para estar além dele.
A intercessão antes de ser taxada como um ministérios para escolhidos, é uma pratica sacerdotal para todos que foram feitos reis e sacerdotes; para todos quantos, estão debaixo, inseridos, ajustados, enxertados, justificados, redimidos, salvos, perdoados e co-participantes daquele que é o Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Contudo, pergunto eu: porquê?
Conhecendo o Espírito de Cristo e a mansidão em humildade com que Ele responderia, diria: “Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz.” (Jo 13:15) e “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados...” (Ef. 5:1).
Na nossa imperfeição, busquemos a perfeição dos exemplos de Cristo!
As noticias que hoje nos chegam são as mesmas que chegaram a Neemias de que a Jerusalém foi derrubada e suas portas são apenas brechas. Hoje Jerusalém pode ser uma pessoa, uma família, um vizinho, talvez até você mesmo diante de tantas culpas, acusações, necessidades em meio a um problema, caos e desesperança. Neste caso, procure o apoio de um intercessor. Sendo outro, pergunte-se: Sou um sacerdote? Sei como interceder?
Deus colocou pensamentos, sentimentos e indignação a Neemias, mas a maior obra, foi como Deus conduziu a ele em todo o processo de restauração por causa de sua intercessão. Sendo assim, Deus que não faz acepção de pessoas, não faria o mesmo conosco? Certamente, já está fazendo!
Deixe o Espírito Santo te levar pelas avenidas da intercessão! Deixe-se, como um manso de Deus, ser bem-aventurado no Reino do Espírito.
É impossível, um envolvimento profundo com Deus sem a prática da intercessão. Deus não se revela, profundamente, àqueles que comem das migalhas da mesa, mas àqueles que, assentam-se à mesa como íntimos do Pai. Jamais, haverá intimidade profunda e revelação gradual sem uma atitude de intercessão em resposta às batidas do coração do Pai, sobre o fato explicito de que “Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva... todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” ( Ez. 33.11 / 1 Tm 2.4)
Ser intercessor não é estar além do véu apenas, é permanecer lá até que o Senhor Venha. 

Maranata!








segunda-feira, 19 de agosto de 2013

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Deserto na Companhia de Deus


Um dos momentos mais difíceis da vida é a passagem pelo deserto. Quando falamos de deserto, lugar deserto ou até cidade deserta temos a nítida ideia de solidão. Nas Escrituras vemos que este lugar é palco de tentações e provações; outrossim, de revelações e manifestações de Deus. O problema não é o deserto.

Procure se lembrar dos 40 anos do povo de Israel na passagem pelo deserto. Elias passou pelo deserto. Jesus foi levado ao deserto para ser tentado. Ele está presente na vida de todos e muitas vezes, o deserto, pode se tornar instrumento de Deus para nosso bem. Passar por ele pode estar nos planos de Deus, ficar ali, vai depender da ação do homem em resposta ao que Deus quer:

- Ensinar
- Revelar
- Tratar

Antes de falar do deserto como algo difícil e às vezes necessário, quero, antes de tudo, posicionar  nosso entendimento pelas Escrituras. Por quê?

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28)

“Por que somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10)

O Pai é um deus de propósito! E um perfeito gestor de projetos. Para Deus tudo tem um começo, meio e fim. A única coisa eterna sem necessário tratamento é a própria eternidade. O que estou querendo dizer? Que tudo na vida de um cristão, segundo a gestão de projetos de Deus, tem começo e fim pré-estabelecidos – deveria ser um momento – ficar além do tempo já é resultado negativo por parte do homem e sua incredulidade, desobediência e quebra de princípios ao longo do projeto de Deus.

Tudo somente vai cooperar conosco quando estivermos encaixados aos planos de Deus por meio da fé, obediência à Sua palavra e dirigidos pelo Espírito Santo. Os propósitos de Deus não caminham de mãos dadas com o pecado, iniquidade, obstinação de coração e hipocrisia. Havendo sim arrependimento sincero, Deus pode corrigir tanto o curso das coisas como a nós no processo, encaixando-nos de volta aos seus propósitos: lugar onde todas as coisas cooperam.

Lembre-se: Deus sempre irá sondar nossas reais motivações antes de cooperar com nossas ações. Ele sempre pesará antes o coração para depois honrar nossos resultados.

Uma vez que estamos posicionados pelas Escrituras sabendo que apenas pela Vontade de Deus, Seu querer e obediência à Sua palavra tudo à nossa volta poderá cooperar, passemos ao deserto, lugar inóspito, solitário e evitado por muitos que pode estar, e muitas vezes está, dentro da gestão do projeto maior de Deus: nossa vida!
Por que Deus nos leva ao deserto nas provações, tentações, revelações, etc...?

1ª Resposta: Por causa do silêncio e ausência de distrações.

Apenas o deserto pode proporcionar silêncio e ausência de distrações. Poucos lugar no  mundo tem essa capacidade natural. Nele, ou passando por ele, você se dará o tempo necessário para buscar a Deus. Nele o Pai Celestial, anula toda e quaisquer outras vozes para que nós aprendamos ou tornemos a ouvir a voz do Espírito Santo.

2ª Resposta: Para revelar o que está em nosso coração.

Deus sonda nossos corações (Sl 139) e sabe o quão grande pode ser, muitas vezes, a distância entre o que está de fato em nosso coração diante de uma ação mascarada. Deus sabe se confiamos mais em nossa justiça própria e menos na Justiça Dele. Lembra-se da história de Jonas? Um profeta que iria profetizar a destruição da cidade de Nínive que se recusou a ir, pois sabia que Deus poderia mudar de posição se os homens se arrependessem. Já no final do livro meio que “sentou de camarote” para ver o fim dos ninivitas. O coração do profeta estava mais preocupado com ele mesmo para não ser visto e julgado como um profeta que diz e nada ocorre do que com o amor e misericórdia de Deus manifestado aos ninivitas. Deus estava mais preocupado em dar aos ninivitas a oportunidade de escolher entre o arrependimento e a prática dos pecados.

3ª Resposta: a eminência do exercício da fé.

Fé sem obras é morta (Tg 2.18). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6) E a razão ou a causa do uso dos versículos anteriores está no fato que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Vejamos a pergunta do próprio Senhor Jesus em L. 18.8b: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

A fé, bem como a revelação do que é obras mortas, bem como o que é discernimento entre o que é bom e mau, estão contidos na Palavra d e Deus. Acredito, meditando sobre o assunto, que a falta de fé que Jesus menciona está ligada a má pregação do Evangelho genuíno de Cristo nos últimos tempos. Logo o deserto existe como instrumento de Deus para realinhar, reajustar o valor da Palavra de Deus em nós para o exercício correto da fé em Jesus Cristo, principalmente, na atual época.

4ª Resposta: para provar e aprovar nossa convicções em Deus.

Não está no caráter e intenção de Deus desaprovar seus filhos, do mesmo modo que o inferno não foi criado para os homens. Uma vez salvos em cristo w tendo o Senhoria e Salvação Dele sobre nossa vidas, a vontade de Deus é que permaneçamos em continuo aperfeiçoamento de nossa santificação (2 Co 7.1).
Falando um pouco das tentações no deserto:

Esclareço que “ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” (Tg 1.13) Contudo, “mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” (Tg 1.14)

Esclarecido isso... é também no deserto que nossa natureza em Deus e nossa identidade é questionada (Mt 4.3,6), enquanto a convicção do que somos em Deus por meio da obra de Cristo: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem fetos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” (Jo 1.12)
Persistindo a tentação, uma vez que essa convicção de filho permanece inabalável, somos, sutil e sorrateiramente, tentados a ser amigos do mundo por meio de seus recursos, prazeres, facilidades e glória visando a quebra de nossa identidade e rebelião a Deus: “... Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tg 4.4) quando outrora “... sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho... “ (Rm 5.10)

Como lutar, resistir a esses poderosos ardis?

5ª Resposta: Conhecendo a Palavra de Deus mais e mais (Os 6.3)

Jesus nos deu, por assim dizer, o “caminho das pedras” para vencer as tentações e as setas de satanás e seus demônios: “Está escrito...” O Pai, a Palavra e o Espírito Santo são um! (1 Jo 5.7) Nada é mais poderoso do que a Palavra de Deus. Ele e sua palavra são um! Deus cumprirá tudo o que ela diz, pois Ele é quem disse (Jr 1.12). Ela, Sua palavra, não voltará vazia sem operar, fazer o que tem que ser feito (Is 55.11) e por meio dela todas as coisas são sustentadas pelo seu poder (Hb 1.3).

Conclusão:

O problema nunca será o deserto, mas sim, quem caminha e como caminha e na companhia de quem se caminha sobre ele.
Deus os abençoe!



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

RUMO A PERFEIÇÃO OU PERFECCIONISMO?





 Devido a muitas experiências já vividas, informações das mais diversas lugares e formações de boas e más fontes, muitos de nós, onde eu me incluo, já deixamos de exigir ou buscar o perfeito por que achávamos ou achamos que isso não existe ou está errado. Se somos seres que podemos errar,  como exigir ou, até mesmo, orientar para tal pessoa ser ou buscar a perfeição.
                
Logo, temos que reconhecer que existem duas realidades a ser estudadas e analisadas, uma boa que é o desenvolver a perfeição (busca pela excelência) e, o outro,  o problema de ordem psicológica chamado perfeccionismo. Sem o devido entendimento destas duas palavras e, logo, suas aplicações, correremos o risco de sermos achados no radicalismo que pode nos levar ao perfeccionismo (fatalmente, na ausência de uma revelação bíblica, poderemos ser levados a esse extremo pela ignorância).

A perfeição (busca da excelência) transforma tanto ao indivíduo que a busca como aos que tem nele um referencial; já o perfeccionismo atrofia o individuo dominado como quanto a todos os do seu convívio, levando ao perfeccionista a uma vida difícil no convívio social e familiar.
                
Segundo o dicionário informal perfeccionista é uma mania de perfeição em tudo o que se faz; pessoa que acredita que a perfeição é o limite. Gosto mais da definição dada por Max Gehringer: “perfeccionismo é um traço de insegurança e não uma virtude!”

Se “zapiarmos” pelo google à busca do tema veremos palavras chaves como “problema”, “sintomas” e “tratamento” diretamente ligadas aos perfeccionismo.

Um dos seus piores traços (do perfeccionismo) é a eliminação de características da pessoa e das pessoas ao seus redor, pois para ele o trabalhos dos outros nunca está completo, inclusive o dele mesmo. Em nome da “perfeição” o perfeccionista irá querer mudar tudo em todos, pois buscando o “limite” da perfeição, traços característicos de um individuo podem estar sujeitos a mudanças impostas por este, inclusive os dele. Ele anula a si, a todos e tudo para encontrar um resultado “final” além do tudo, ainda que lhe reste apenas a depressão como resultado amargo. Escrevo consciente de que muitos que sofrem deste mal, não enxergam os resultados ruins a médio e longo prazo que isso produz.

Já a perfeição não é assim! Ela é desenvolvida! Não é um fator patológico, mas a busca equilibrada e saudável que enriquece ao ser e forma líderes a partir de seu exemplo. Ela considera os erros, não os anula, mas se vale deles para o amadurecimento do ser, valores da vida, o exercício de princípios e correção de rotas. Não faço aqui apologia ao pecado hein:

 "Que diremos, pois? Havemos de permanecer no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós que já morremos ao pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6.1-2)

Estamos entendidos... Ok, sigamos!

Enquanto o perfeccionismo destrói, a perfeição (excelência) constrói. Enquanto o perfeccionismo espalha, a perfeição (excelência) uni. Enquanto o perfeccionismo pode levar ao homem a pecar, a perfeição (excelência) ensina ao homem a se manter na santidade. Enquanto o perfeccionismo anula o individuo, a perfeição (excelência) valoriza tudo o que foi dado por Deus elevando a moral e integridade da pessoa; fazendo dela, um exemplo a ser seguido. Enquanto o perfeccionismo tem como ponto de partida o corruptível, incompleto e pecaminoso, a perfeição (excelência) tem como ponto de partida a vida e os exemplos de Jesus.

Vejamos alguns exemplos bíblicos que mencionam a busca pela perfeição, que nada mais é do que o fazer com excelência.

Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5.48)
                
Aqui o perfeccionismo chamaria a performance e o resultado para a força de seu braço, seu intelecto, sua formação, seu QI, sua racionalidade, ou seja para si. Mas veja para quem Jesus estava apontando, nos remetendo ao Antigo Testamento e inicio do povo de Israel:
                
Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17.1b).
                
Veja o perfeccionismo arraigado no mundo nas famosas frases “...quando eu estiver pronto (perfeito), irei para a igreja...” Entretanto as Escrituras e o próprio Jesus afirmam que a ordem não é a perfeição depois o Pai, mas sim, aprender, caminhar com o Pai e ser perfeito.
                
Por isso o Pai enviou o seu Filho, Jesus:
                
Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.9)
                
Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,... O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” (Hebreus 1.1,3)
                
A perfeição segunda a Bíblia ela não se baseia no novo, mas no resgate dos princípios deixados. A perfeição é fruto da graça de Deus, tendo Jesus, único Mediador e Intercessor nosso, como referência. Quer um exemplo da ação da perfeição? Veja:
               
Depois todos foram para casa, mas Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada ele voltou ao pátio do Templo, e o povo se reuniu em volta dele. Jesus estava sentado, ensinando a todos. Aí alguns mestres da Lei e fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada em adultério e a obrigaram a ficar de pé no meio de todos. Eles disseram: Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério. De acordo com a Lei que Moisés nos deu, as mulheres adúlteras devem ser mortas a pedradas. Mas o senhor, o que é que diz sobre isso? Eles fizeram essa pergunta para conseguir uma prova contra Jesus, pois queriam acusá-lo. Mas ele se abaixou e começou a escrever no chão com o dedo. Como eles continuaram a fazer a mesma pergunta, Jesus endireitou o corpo e disse a eles: Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! Depois abaixou-se outra vez e continuou a escrever no chão. Quando ouviram isso, todos foram embora, um por um, começando pelos mais velhos. Ficaram só Jesus e a mulher, e ela continuou ali, de pé. Então Jesus endireitou o corpo e disse: Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? Ninguém, senhor! respondeu ela. Jesus disse: Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais!” (João 8.1 – 11)
                
Depois do ocorrido, está mulher, imitaria a quem? Seguiria a quem? Os fariseus? Não! Ela cumpriria a lei? Sim, mas agora a exemplo de Jesus ela o faria com misericórdia e verdade.
                
O perfeccionismo não caminha de mãos dadas com a misericórdia, com a graça, com a justiça e com a alegria dos resultados produzidos de alguém ainda imperfeito. Ele oprime a pessoa, cegando-a em nome de ótimos resultados, como se estivesse produzindo a uma nova "raça ariana", onde a única forma de  "homem perfeito" é o extermínio do homem imperfeito, ou seja, do individuo, ao invés, dos vícios.
                
Já a perfeição, a exemplo de Jesus, entende que o homem está num processo e o que importa é fé e obediência na busca da perfeição (uma vez tendo aceito ao Senhor Jesus como seu Salvador), pois o crescimento, como forma de resultado, é Deus quem produz pois Ele é a perfeição em pessoa, assim como a Trindade assim o são!

"... e não retendo a cabeça de quem todo o corpo, suprido e unido por meio das juntas e ligamentos, cresce com o crescimento de Deus." (Colosensses 2.19)
                
A perfeição ou a busca pela excelência produz vida, discípulos, famílias capazes em Deus de produzir boas coisas com resultados eternos. Deus trabalha para a eternidade, esteja certo disto! Já o perfeccionismo, ainda que, em algum momento chegue a ótimos resultados deixará um rastro de dores, solidão, depressão e com prazo de validade, pois ainda que dure, não durará para sempre.
                
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai vender tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem seguir-me.” (Mateus 19.21)
                
Enquanto o perfeccionismo descarta os que caem no meio do caminho, Jesus, o exemplo da perfeição diz: “Está consumado... ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, ficarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã... Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá... Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas... Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo.”  (João 19.30/ Isaías 1.18/João 11:25/ Mateus 11.29/Mateus 28.20)
                
Numa alusão, os membros inferiores que nos sustentam na caminhada da perfeição são a obediência e fé SOMENTE em Jesus. 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DESMASCARANDO O ESPÍRITO DE ENGANO





 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” (2 Coríntios 11:13-14)
Mencionando a igreja de Éfeso temos: “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.” (Apocalipse 2:2)

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-23)

Qual é o ambiente para satanás e seus demônios atuarem? As trevas, por que é de lá que fomos tirados: 
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2:9)

E para tal, qual o seu método de trabalho: O engano, a mentira e a ignorância!

Engano: “E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?” (Gênesis 29:25)

Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o SENHOR me abençoou por amor de ti. E disse mais: Determina-me o teu salário, que to darei.” (Gênesis 30:27-28)
 
Jacó disse: “Mas vosso pai me enganou e mudou o salário dez vezes; porém Deus não lhe permitiu que me fizesse mal.” (Gênesis 31:7)

Note no texto e veja sobre quem estava a benção e quem se beneficiava.

Mentira: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” (João 8:44)
 
E foi após o homem de Deus, e achou-o assentado debaixo de um carvalho, e disse-lhe: És tu o homem de Deus que vieste de Judá? E ele disse: Sou. Então lhe disse: Vem comigo à casa, e come pão. Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tampouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar. Porque me foi mandado pela palavra do SENHOR: Ali não comerás pão, nem beberás água; nem voltarás pelo caminho por onde vieste. E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do SENHOR, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe).” (1 Reis 13:14-18)

Note que para mentir ao homem de Deus, o mentiroso se identificou se contextualizou ao chamado e função do profeta.

Ignorância: “Não é bom ter zelo sem conhecimento, nem ser precipitado e perder o caminho.” (Provérbios 19:2, NVI)

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...” (Oséias 4:6a)
 
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (1 João 4:1)

...como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pedro 2:1)

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:20-24)

Note que Jesus disse que conheceríamos os homens pelo fruto e não pelos dons. “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.” (2 Tessalonicenses 2:9-11)

Não confunda ministério com dom:

Ministério: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores...” (Efésios 4:11)

Para o quê? “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;” (Efésios 4:12)

Dons: “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. Portanto, os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.” (1 Coríntios 14:3,25)

Leia 1 Coríntios 12.

Dons falam do poder de Deus. Frutos falam do caráter do homem. Os dons por natureza chamam a atenção, tanto que no antigo testamento podemos compara-los a sinos: “Uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas bordas do manto ao redor: para ministrar, como o SENHOR ordenara a Moisés.” (Êxodo 39:26)

Satanás sabe que os dons são irrevogáveis (Rm 11.29). Vemos a exemplo do Evangelho de Mateus 7.20 a 24, pessoas que operaram nos dons e, talvez, até no ministério, mas não foram por Ele reconhecidos.
Não podemos “medir” um homem pelo dom ou ministério, pois isso fala de Deus, mas devemos “medir” pelo caráter, pois isso fala do homem, seu arrependimento, vida no Espírito e intimidade com Deus. Satanás na sua astucia nos atrai pelos cinco sentidos através dos dons maravilhando-nos enquanto camufla o tipo de fruto que evidencia que tipo de espírito ou homem que ai existe.

Julgaremos então ao homem? Não, a ordem é julgar os espíritos (1 João 4.1) e não aos homens.

Não julguem, para que vocês não sejam julgados.” (Mateus 7:1)

Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação.” (1 Coríntios 4:5)

Homens movidos por esse espírito jamais nos levarão ao um ambiente espiritual em Deus ou através da Palavra. Sabe por quê? 

“... comparando as coisas espirituais com as espirituais... o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.” (1 Coríntios 2:13, 15)

Jamais uma pessoa movida por esse espírito (ou por qualquer outro espírito), levará qualquer cristão a esse nível; para tanto, o espírito de engano trabalha com a carne, as emoções, os sentimentos e o coração (já enganado), pois enganoso é o coração (Jeremias 17.9). Por que a carne?

Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Porque a inclinação da carne é morte;” (Romanos 8:6,7,8)

Fique atento a coisas como:

- Diz ter um ministério, mas não tem provas, não tem ovelhas, não tem referencias.

- Se eleva ou se destaca por causa de um título e dons.

- Possui espírito de adivinhação, pois revela seu passado, seu presente, mas não consegue dar uma direção em Deus (futuro) para arrependimento (Isaías 1.18-19) e obras já determinadas por Ele (Eféios 2.10) a pessoa em questão. Note a sutilidade que ele atua, a ponto de apenas dias depois, incomodado, Paulo passa a discernir quem era por trás de este “marketing positivo”:

E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo. E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.” (Atos 16:16-18)

- Tal pessoa deixa mais em evidência seus dons do que a sua vida. Sempre haverá rastros de dúvidas em suas histórias...

- Não o direciona a autoridade espiritual constituida por Deus sobre você, mas o leva a acreditar que ele tem mais autoridade e espiritualidade que os demais.

- Se utiliza como um parasita das conquistas dos outros, das benções dos outros para se manter ou se valer. Veja a história de Labão e Jacó, Saul (antes do espírito possuí-lo) e Davi.

- Buscam pessoas na posição de autoridade. Por quê: São cabeças constituídas por Deus numa posição de influência, formação de opinião e possuem portas abertas para a casa e coração de seus liderados. Seria o mesmo que dizer, se Judas é um dos doze de Jesus, assim como Jesus, Judas também pode entrar. Ele se vale da intimidade e confiança conquistada pelo líder e não por ele.

- Diz ter passado por muitos lugares, mas nada é sólido, factível e de grandes frutos.

Cuidado, tais características estão ligadas ao espírito de engano.

Quisera eu me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém, ainda. Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis. Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos. E, se sou rude na palavra, não o sou contudo na ciência; mas já em todas as coisas nos temos feito conhecer totalmente entre vós. Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fósseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei. Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia. Por quê? Porque não vos amo? Deus o sabe. Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.” (2 Coríntios 11:1-15)